




Superando expectativas, o filme estrelado por Wagner Moura novamente é sucesso de bilheteria e ganha visibilidade internacional
O filme “Tropa de Elite 2” foi lançado há algumas semanas e já é recorde de bilheteria nacional. O diretor do longa-metragem, José Padilha, conseguiu surpreender o público pela segunda vez ao retratar a história do combate a violência pelo BOPE no Rio de Janeiro.
Treze anos se passaram no filme, e nesse período o personagem principal, Capitão Nascimento (Wagner Moura), passou por uma fase de amadurecimento, e agora depara-se com dois conflitos inesperados:o combate as milícias e o encontro de sua vida pessoal e profissional. Nascimento tem um filho adolescenteque quer entender quem é o pai.
Tropa de Elite 2 cumpriu sua missão e conseguiu transmitir aos seus espectadores como é o outro lado da história, mostrando que os policiais “são de carne e osso” como qualquer outra pessoa com seus medos e frustrações.
Ficção e Realidade
Padilha diz que apesar de saber que as pessoas poderiam se chocar com a história, sua real intenção era se aproximar ao máximo possível da realidade. Corrupção, violência, tráfico de drogas e mortes são os fatores que sustentam o roteiro do filme.
“Por ser uma produção nacional, Tropa de Elite 2 é bem complexo. Superou a primeira versão porque está mais elaborado e têm um elenco super competente. A corrupção política é real e detalhada.” Disse o estudante de Ciências Sociais Thiago Simões.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 25, declarou durante um evento de inauguração de dois conjuntos habitacionais no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, que não concorda com a forma que a mídia trata a cidade, como um lugar de “bandidos e traficantes”. Thiago discorda: “A declaração do Lula não é considerada válida antes mesmo de eu assistir o filme. Está claro pra nós que o Rio de Janeiro foi tomado pelo contrabando e violência.”
Lilian Collins,18 anos, vendedora do Shopping Del Rey conta que se surpreendeu ao assistir Tropa de Elite 2, “Gostei do filme porque tem mais história, envolve política e está menos violento que o primeiro. O cotidiano dos corruptos é mostrado de forma muito real. Sou a favor do combate a violência mas não do jeito em que é feito, acredito que há outras formas de lhe dar com esse problema, gerando mais educação e oportunidade de emprego para as pessoas.”
Pirataria
Tropa de Elite 1 foi alvo de pirataria. Três meses antes do seu lançamento oficial nos cinemas, um CD que continha a cópia do filme vazou, o que fez surgir especulações de que seria uma estratégia de marketing de José Padilha, mas o diretor conta que teve um prejuízo enorme com esse vazamento. Para a segunda versão do filme, houve todo um esquema de segurança para que o fato não se repetisse. Desta vez cada unidade de CD que foi enviada para o cinema, teve um código inserido, assim, se ocorresse qualquer ilegalidade teria como saber a origem e ficaria mais fácil localizar os responsáveis.

Após doze anos trabalhando na TV Alterosa, a jornalista Helena Barone conta sobre sua carreira na emissora e fala da nova etapa em que está vivendo na TV Assembleia
Por Jaqueline de Paula
Quando ainda estava cursando o ensino fundamental na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, Helena Barone conta que uma emissora de televisão foi até sua escola fazer uma reportagem sobre um incidentecom um gato que havia ficado preso no telhado e isso foi o bastante para ela saber qual profissão gostaria de exercer no futuro. Já na adolescência, prestou vestibular para jornalismo, mas não passou. Então resolveu fazer um curso técnico em laticínio, e logo surgiu oportunidade de estagiar longe de casa, mais precisamente nos estados de Alagoas e Pernambuco. Quando voltou, Helena percebeu que aquela não era a carreira que queria seguir e resolveu tentar mais uma vez o vestibular para jornalismo. Desta vez teve sucesso, e logo ingressou na Universidade Federal de Juiz de Fora. Na época, ela conta que para juntar um dinheirinho a mais, trabalhou como baby sitter, fazia digitação de documentos pra fora e vendia cachorro-quente.
Durante a faculdade, Helena teve oportunidade de estagiar em uma grande empresasiderúrgica. Lá ganhou experiência e trabalhou em um tele-jornal institucional direcionado apenas aos funcionários. Quando se formou já tinha um emprego na principal rádio da cidade.Era época de eleição e a jornalista foi escalada para fazer reportagem nas ruas. Sua única função seria segurar o microfone para que as pessoas falassem, mas um imprevisto aconteceu e foi preciso que Helena apresentasse o então programa eleitoral, o que acabou abrindo muitas portas em sua vida. Com a visibilidade que ganhou, conseguiu um emprego de repórter na TV Alterosa na cidade de Divinópolis, interior de Minas. De lá, foi transferida para Belo Horizonte, onde exerceu por doze anos as funções de assistente, editora, repórter e apresentadora do Jornal da Alterosa e repórter do programa Vrum, transmitido em rede nacional.
No final de 2008, Helena Barone grávida de Alice, resolveu sair da emissora. Prestou concurso na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde está há quase dois anos.

Em pleno século XXI, os homossexuais ainda sofrem para ganhar o respeito que merecem na sociedade.
Por Jaqueline de Paula
Muitos desconhecem, mas o homossexualismo existe desde a Grécia antiga. A prática sexual naquela época já era considerada comum, e em alguns casos, tinha função pedagógica. Essa história decorre dos tempos primórdios até os dias de hoje, mas ainda gera muita contestação. A aceitação do homossexualismo é um assunto complicado pois interfere nos ensinamentos da igreja católica, que no seu papel conservador, prega que o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo é pecado, e que os que “sofrem deste mal” precisam de tratamento. A questão é: E aqueles que se aceitam assim, e querem ser respeitados como tal, como ficam?
Foi pensando nisso que a LGBT juntamente com outras 200 organizações filiadas a eles tiveram a ideia de criar o projeto de lei que irá criminalizar a homofobia(PLC 122/2006). O projeto já foi aceito no Congresso Nacional, agora a luta é para ser aprovado no Senado.
No nosso país, cerca de 10% da população é homossexual, ou seja, mais de 18 milhões de pessoas. Segundo pesquisas da GGB(Grupo Gay da Bahia), a cada três dias, morre uma vítima dessa intolerância. E apenas 10% dos casos são identificados, o que acaba fortalecendo a falta de respeito e a impunidade.
O bancário, N. Junior, diz que demorou para assumir sua opção sexual, pois tinha medo da reação das pessoas e que apesar de não conviver com a realidade de muitos dos homossexuais, que sofrem discriminação publicamente, ele percebe que na maioria das vezes o preconceito vem do meio onde se têm pouca informação.
Algumas universidades criam grupos de apoio aos homossexuais, assim eles podem ajudar a diminuir essa dificuldade de inserir estas pessoas no ambiente acadêmico, e contribuir para que elas se aceitem, levando informação e dando assistência. O GUDDS (Grupo Universitário Defesa da Diversidade Sexual)da UFMG é um desses exemplos. Este grupo realiza atividades que envolvem alunos, professores e funcionários da administração para debaterem o tema.
M.Majer, estudante de Comunicação Social, conta que antes se considerava uma pessoa preconceituosa, “Na verdade eu achava que eles tinham algum tipo de problema, mas quando cheguei à faculdade, conheci pessoas ótimas que tinham opções sexuais diferentes e percebi que se tratava de pessoas normais, e que isso não as fazia pior do que ninguém.”
O grupo LGBT vêm desenvolvendo um trabalho de conscientização, levando informações as pessoas para que a homofobia acabe de vez, e para que eles sejam vistos como pessoas comuns, que querem viver com dignidade e respeito acima de tudo. O objetivo é promover a igualdade social. Antes de opção sexual, religião ou origem, somos seres humanos, e como tais devemos aprender a conviver e respeitar uns aos outros.
Referências Bibliográficas: http://www.institutobuzios.org.br/documentos/O%20Movimento%20GLBT_Gays%20L%E9sbicas%20e%20Transg%EAneros.pdf
http://www.naohomofobia.com.br/lei/index.php
http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/historiahomossexualidade.htm

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida...mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre..."