terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nós queremos paz








Após anos assistindo a inércia da polícia do Rio de Janeiro, finalmente, nós, cidadãos brasileiros, pudemos ver um episódio inédito na história do país: a ação das milícias no combate ao tráfico de drogas na comunidade da Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.


Os gritos de socorro de milhares de pessoas inocentes que são alvo dessa violência todos os dias, foram ouvidos. Pais de família, crianças, mães desesperadas, puderam enfim, respirar com mais alívio nesse último sábado (28). A polícia ocupou a Vila, e agora está na batalha para tirar os criminosos que fugiram para o Complexo do Alemão.


Temos uma Copa para sediar em 2014, mas, mais importante que isso, é garantir a segurança dos moradores destes lugares, que em sua maioria, são pessoas que não tiveram muitas oportunidades, mas que tentam levar uma vida de forma digna. Sem falar nas crianças que têm o direito de ter uma vida segura, saudável e com bons exemplos para seguir. Que as polícias não sejam mais corruptas e cumpram o papel que lhes é confiado como guardiões da ordem. E mesmo que a longo prazo, que a educação possa substituir as prisões. Neste momento, a única atitude viável a ser tomada é a de mostrar aos bandidos que o legado deles está por um triz, como está sendo feito.





Por Jaqueline de Paula

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2 segue fazendo história no cinema brasileiro

Superando expectativas, o filme estrelado por Wagner Moura novamente é sucesso de bilheteria e ganha visibilidade internacional

O filme “Tropa de Elite 2” foi lançado há algumas semanas e já é recorde de bilheteria nacional. O diretor do longa-metragem, José Padilha, conseguiu surpreender o público pela segunda vez ao retratar a história do combate a violência pelo BOPE no Rio de Janeiro.

Treze anos se passaram no filme, e nesse período o personagem principal, Capitão Nascimento (Wagner Moura), passou por uma fase de amadurecimento, e agora depara-se com dois conflitos inesperados:o combate as milícias e o encontro de sua vida pessoal e profissional. Nascimento tem um filho adolescenteque quer entender quem é o pai.

Tropa de Elite 2 cumpriu sua missão e conseguiu transmitir aos seus espectadores como é o outro lado da história, mostrando que os policiais “são de carne e osso” como qualquer outra pessoa com seus medos e frustrações.

Ficção e Realidade

Padilha diz que apesar de saber que as pessoas poderiam se chocar com a história, sua real intenção era se aproximar ao máximo possível da realidade. Corrupção, violência, tráfico de drogas e mortes são os fatores que sustentam o roteiro do filme.

“Por ser uma produção nacional, Tropa de Elite 2 é bem complexo. Superou a primeira versão porque está mais elaborado e têm um elenco super competente. A corrupção política é real e detalhada.” Disse o estudante de Ciências Sociais Thiago Simões.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 25, declarou durante um evento de inauguração de dois conjuntos habitacionais no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, que não concorda com a forma que a mídia trata a cidade, como um lugar de “bandidos e traficantes”. Thiago discorda: “A declaração do Lula não é considerada válida antes mesmo de eu assistir o filme. Está claro pra nós que o Rio de Janeiro foi tomado pelo contrabando e violência.”

Lilian Collins,18 anos, vendedora do Shopping Del Rey conta que se surpreendeu ao assistir Tropa de Elite 2, “Gostei do filme porque tem mais história, envolve política e está menos violento que o primeiro. O cotidiano dos corruptos é mostrado de forma muito real. Sou a favor do combate a violência mas não do jeito em que é feito, acredito que há outras formas de lhe dar com esse problema, gerando mais educação e oportunidade de emprego para as pessoas.”

Pirataria

Tropa de Elite 1 foi alvo de pirataria. Três meses antes do seu lançamento oficial nos cinemas, um CD que continha a cópia do filme vazou, o que fez surgir especulações de que seria uma estratégia de marketing de José Padilha, mas o diretor conta que teve um prejuízo enorme com esse vazamento. Para a segunda versão do filme, houve todo um esquema de segurança para que o fato não se repetisse. Desta vez cada unidade de CD que foi enviada para o cinema, teve um código inserido, assim, se ocorresse qualquer ilegalidade teria como saber a origem e ficaria mais fácil localizar os responsáveis.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um pouco mais de Helena Barone



Após doze anos trabalhando na TV Alterosa, a jornalista Helena Barone conta sobre sua carreira na emissora e fala da nova etapa em que está vivendo na TV Assembleia

Por Jaqueline de Paula


Quando ainda estava cursando o ensino fundamental na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, Helena Barone conta que uma emissora de televisão foi até sua escola fazer uma reportagem sobre um incidentecom um gato que havia ficado preso no telhado e isso foi o bastante para ela saber qual profissão gostaria de exercer no futuro. Já na adolescência, prestou vestibular para jornalismo, mas não passou. Então resolveu fazer um curso técnico em laticínio, e logo surgiu oportunidade de estagiar longe de casa, mais precisamente nos estados de Alagoas e Pernambuco. Quando voltou, Helena percebeu que aquela não era a carreira que queria seguir e resolveu tentar mais uma vez o vestibular para jornalismo. Desta vez teve sucesso, e logo ingressou na Universidade Federal de Juiz de Fora. Na época, ela conta que para juntar um dinheirinho a mais, trabalhou como baby sitter, fazia digitação de documentos pra fora e vendia cachorro-quente.

Durante a faculdade, Helena teve oportunidade de estagiar em uma grande empresasiderúrgica. Lá ganhou experiência e trabalhou em um tele-jornal institucional direcionado apenas aos funcionários. Quando se formou já tinha um emprego na principal rádio da cidade.Era época de eleição e a jornalista foi escalada para fazer reportagem nas ruas. Sua única função seria segurar o microfone para que as pessoas falassem, mas um imprevisto aconteceu e foi preciso que Helena apresentasse o então programa eleitoral, o que acabou abrindo muitas portas em sua vida. Com a visibilidade que ganhou, conseguiu um emprego de repórter na TV Alterosa na cidade de Divinópolis, interior de Minas. De lá, foi transferida para Belo Horizonte, onde exerceu por doze anos as funções de assistente, editora, repórter e apresentadora do Jornal da Alterosa e repórter do programa Vrum, transmitido em rede nacional.

No final de 2008, Helena Barone grávida de Alice, resolveu sair da emissora. Prestou concurso na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde está há quase dois anos.

domingo, 24 de outubro de 2010

Sociedade x Homofobia


Em pleno século XXI, os homossexuais ainda sofrem para ganhar o respeito que merecem na sociedade.

Por Jaqueline de Paula

O Brasil vem dando passos consideráveis rumo ao desenvolvimento, mas como em outros lugares, ainda há muitas falhas a serem corrigidas pelo caminho. Com frequência nos deparamos com um tema polêmico que ainda gera uma certa balbúrdia na sociedade. A questão da diversidade sexual, que no nosso país ainda é tratado como assunto primitivo. Cansados de serem alvo de discriminação, de agressões físicas e verbais e de perderem oportunidades de emprego, o movimento LGBT ( Lésbicas,Gays,Travestis e Transexuais )vem unindo vozes para reivindicarem seus direitos como cidadãos que tem necessidades como quaisquer outros.

Muitos desconhecem, mas o homossexualismo existe desde a Grécia antiga. A prática sexual naquela época já era considerada comum, e em alguns casos, tinha função pedagógica. Essa história decorre dos tempos primórdios até os dias de hoje, mas ainda gera muita contestação. A aceitação do homossexualismo é um assunto complicado pois interfere nos ensinamentos da igreja católica, que no seu papel conservador, prega que o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo é pecado, e que os que “sofrem deste mal” precisam de tratamento. A questão é: E aqueles que se aceitam assim, e querem ser respeitados como tal, como ficam?

Foi pensando nisso que a LGBT juntamente com outras 200 organizações filiadas a eles tiveram a ideia de criar o projeto de lei que irá criminalizar a homofobia(PLC 122/2006). O projeto já foi aceito no Congresso Nacional, agora a luta é para ser aprovado no Senado.

No nosso país, cerca de 10% da população é homossexual, ou seja, mais de 18 milhões de pessoas. Segundo pesquisas da GGB(Grupo Gay da Bahia), a cada três dias, morre uma vítima dessa intolerância. E apenas 10% dos casos são identificados, o que acaba fortalecendo a falta de respeito e a impunidade.

O bancário, N. Junior, diz que demorou para assumir sua opção sexual, pois tinha medo da reação das pessoas e que apesar de não conviver com a realidade de muitos dos homossexuais, que sofrem discriminação publicamente, ele percebe que na maioria das vezes o preconceito vem do meio onde se têm pouca informação.

Algumas universidades criam grupos de apoio aos homossexuais, assim eles podem ajudar a diminuir essa dificuldade de inserir estas pessoas no ambiente acadêmico, e contribuir para que elas se aceitem, levando informação e dando assistência. O GUDDS (Grupo Universitário Defesa da Diversidade Sexual)da UFMG é um desses exemplos. Este grupo realiza atividades que envolvem alunos, professores e funcionários da administração para debaterem o tema.

M.Majer, estudante de Comunicação Social, conta que antes se considerava uma pessoa preconceituosa, “Na verdade eu achava que eles tinham algum tipo de problema, mas quando cheguei à faculdade, conheci pessoas ótimas que tinham opções sexuais diferentes e percebi que se tratava de pessoas normais, e que isso não as fazia pior do que ninguém.”

O grupo LGBT vêm desenvolvendo um trabalho de conscientização, levando informações as pessoas para que a homofobia acabe de vez, e para que eles sejam vistos como pessoas comuns, que querem viver com dignidade e respeito acima de tudo. O objetivo é promover a igualdade social. Antes de opção sexual, religião ou origem, somos seres humanos, e como tais devemos aprender a conviver e respeitar uns aos outros.

Referências Bibliográficas: http://www.institutobuzios.org.br/documentos/O%20Movimento%20GLBT_Gays%20L%E9sbicas%20e%20Transg%EAneros.pdf

http://www.naohomofobia.com.br/lei/index.php

http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/historiahomossexualidade.htm

sábado, 23 de outubro de 2010

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. Essa idade tão fugaz na vida da gente, chama-se Presente e tem a duração do instante que passa."
(Mario Quintana)

A repentina fervorosidade de Serra e Dilma


Parece ter sido banalizado o real conceito de religião pelos atuais candidatos à presidência do Brasil. Em meio a uma acirrada corrida política, Serra e Dilma não têm medido esforços para conseguirem alcançar o posto desejado. Após uma colocação infeliz da candidata do PT em que ela desafia a onipotência de Deus, afirmando que nem ele poderia tirá-la do sério, os opositores não hesitaram em usar isso como uma forma de ataque, questionando a religiosidade de Dilma. Daí pra frente as manifestações dos eleitores começaram a se acalorar, o que gerou certa pressão. Como saída, os dois candidatos, que até então teriam evitado tocar no assunto na tentativa frustrada de agradar a todos , começaram a manifestar um certo e duvidoso fervor religioso.

A mídia, no seu papel de mostrar as pessoas a realidade dos fatos não quis deixar o fato passar em branco e agora por todas as partes há questionamentos a respeito dessa postura repentina dos candidatos.

O Brasil é um dos poucos países onde ainda há uma considerável tolerância religiosa, e essa coexistência é possível porque é fruto de um país de miscigenação. Então a questão é que qualquer pessoa, inclusive os candidatos, podem ter suas escolhas sem inferir os demais, e exercer sua função plenamente, de forma de que isso não influencie nas suas ações perante o governo.

Serra e Dilma que ultimamente só têm usado ações fisiológicas deveriam se preocupar mais em apresentar soluções cabíveis para os diversos problemas sociais, econômicos e ambientais que assolam o país do que ficarem atacando um ao outro.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ahh....A Vila I !


Seis horas da manhã. Acordo, com a preguiça costumeira de segunda-feira, escovo os dentes, coloco uniforme, tomo um gole de café e já ouço gritos na porta de casa. São eles. Meus amigos me apressando para eu não me atrasar pra aula que começa às sete em ponto. Que saudades dessa época da minha vida. Éramos um grupo de sete pessoas mais ou menos, e morávamos (alguns ainda moram) em um condomínio fechado onde fomos criados desde quatro anos de idade. Normalmente tinha uma sequência a ser seguida. Aquele que morasse no início da rua, ia passando de casa em casa, até o último, alertando para o horário de saída, mas como sempre alguém se atrasava. Pronto, estamos todos ali, com a cara amarrotada e fazendo mil reclamações sobre ter que ir pra aula, "oh coisa chata!", e então começávamos a contar as novidades dos finais de semana...ah como eu era feliz. Eram tantos risos bobos, às vezes sem motivo, mas só de termos a companhia uns dos outros já era o bastante. Lembro de passar sempre na padaria da Petinha e comprar bala e chiclete pra todos eles, cada dia era a vez de um. Bruninho, xande, rafaela, biel, fred, jú, me perdoem se me esqueci de alguém. Lá estávamos nós pra mais um dia de aula. Como era gostoso encontrar os outros amigos e ficar horas falando bobagens, contando aqueles segredinhos típicos de adolescente. Quem ficou com quem, como foi a festa no sábado, os bingos no bar do Waldemar que eram a atração principal. E eu mal me dava conta de que havia um mundo aqui fora. Me bastava aquelas companhias, aquela pracinha da igreja, onde saíamos religiosamente todo final de semana. Lembro de ouvir minha mãe falar algumas vezes que colocaria um busto meu e do meu irmão no meio da praça, porque amávamos aquele lugar, e cada vez que tinhamos que viajar, era uma peleja, porque ficávamos ansiosos pra voltar pra casa. Sinto falta dos professores, dos puxões de orelha que levei na escola, das festas-juninas, do strogonoff na casa da Silvana (quem se lembra desse?)rs, do Talent Show, Cover Night, entre tantos outros micos que paguei com meus amigos. E os comícios? Quem não se lembra? Excursões para cidades vizinhas, ou até pra longe, como ficávamos ansiosos pra chegar logo o dia. Era uma festa só. Jogos no Poliesportivo, Forrós na Vila II, Voley com o Kennedy, Festas da White Martins, Churrasco no clubinho, e depois passar a tarde toda brincando na piscina.
E hoje isso tudo ficou no meu passado. Consegui conservar a amizade sincera de todas essas pessoas, mas infelizmente não tenho o poder de voltar no tempo e reviver cada fração de segundo da minha adolescência. Não é que eu não goste da minha vida adulta, mas não seria nada mal resgatar a ingenuidade e a pureza pela qual tanto prezei naquele momento da minha vida.


Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida...mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre..."



Homenagem aos meus fiéis escudeiros da Vila I Bombonera Stadium