quinta-feira, 24 de março de 2011

O esporte, uma terapia para cadeirantes

esporte


Por Bárbara Batista e Jaqueline de Paula
A ONG Tênis Para Todos, leva a prática do esporte para pessoas de todas as classes, situações financeiras ou que tenham algum tipo de deficiência física



A capital mineira, Belo Horizonte, é considerada referência nacional em tênis sobre rodas. Fundada em janeiro de 2004, através de um grupo amigos, a ONG Tênis Para Todos, tem como objetivo promover a integração social de pessoas sem oportunidades e cadeirantes. Hoje, a ONG conta com atletas altamente qualificados e reconhecidos internacionalmente. Os torneios são credenciados pela International Tennis Federation com aval da Confederação Brasileira de Tênis e integram o circuito mundial da modalidade.
Minas é espelho na prática de esportes adaptados para cadeirantes, com iniciativas como a do jornalista Gerson Carlos de Souza que diz: “Descobri uma quadra de tênis pública que ninguém utilizava e junto a quatro amigos tivemos a ideia de montar equipes para competição. Antes mesmo de dar segmento ao projeto, um dos meus amigos questionou porque não aproveitar aquele espaço para montar uma equipe para cadeirantes, e assim começou a ONG Tênis Para Todos.” Em sete anos de muito esforço para conseguir patrocínios, o projeto obteve vários títulos em reconhecimento do trabalho desenvolvido: Utilidade Pública Municipal em dezembro de 2006 e Utilidade Pública Estadual em agosto de 2007. Ainda em 2007, foi contemplada com o segundo lugar do Prêmio Eu Acredito – Cidadãos do Mundo, organizado pelo caderno Eu Acredito do jornal Hoje em Dia.  O Tênis Para Todos engloba projetos como o Tênis Sobre Rodas, Tênis nas Vilas, nos Parques, na Escola, para Universitários e SuperAção.
O Brasil conta hoje com várias competições na modalidade do tênis. BH Open, Minas Open, Brasil Open e Winner Brasil são todos torneios criados pela ONG. Dois atletas se destacam no cenário mundial, Daniel Rodrigues iniciou no esporte há quatro anos e é o 50º no ranking mundial e 66º em duplas, já participou de torneios na Inglaterra e na Turquia.  Rafael Medeiros é o outro destaque, aluno do projeto desde os 14 anos já jogou na Suécia e na Colômbia, é o 3º no ranking brasileiro, 78º no ranking mundial e 66º em duplas. O Tênis Sobre Rodas conta com grande número de alunos, “Esta convivência é necessária para o desenvolvimento não só físico mas principalmente psíquico dos deficientes, é uma forma de terapia”, disse Marcos Nunes, cadeirante e aluno do projeto. 




No dia 20 de março de 2011, ás 10 horas, no bairro Santa Teresa, Belo Horizonte, acontecerá o 15º torneio internacional organizado pela ONG Tenis Para Todos e a abertura da 6ª edição do Minas Open.






No dia 18 de feveiro,  durante a visita a amostra da 29ª Bienal de São Paulo no Palácio das Artes, tive oportunidade de conhecer os trabalhos de artistas conceituados nacional e internacionalmente, e pude compreender um pouco do que  eles queriam expressar.
Começando pelo  primeiro andar,  uma exposição de quadros de uma artista francesa, sobre a interpretação dos sonhos de duas crianças, me chamou a atenção pela realidade que a imagem transmitia. Em seguida, a foto da família Obrera ( 1968 ), pareceu um pouco comum pra uma Bienal, mas ao ler sobre o que se tratava,  achei interessante o fato de o pai receber o dobro do salário expondo sua família em exposições como uma imagem real do cotidiano.
Um conjunto de quadros  do artista Jonathas de Andrade,  muito parecido com um jogo de quebra-cabeças, chamou atenção  pelo fato de fazer uma associação entre palavras e imagem,  o que acaba por instigar o público a fazer interpretações,  e também  abre possibilidades de imaginar outros significados para as respectivas fotos.
O vídeo de Joachim Koester , chamado Tarantism, traduzido para Tarantela,  é no mínimo curioso, ao exibir a dança de uma mulher em movimentos aleatórios, como se ela estivesse em estado de delírio.  Hoje a tarantela representa uma dança para casais, mas na Grécia Antiga era uma forma de tratamento para pessoas que eram picadas por tarantulas. Segundo Koester, essa picada causava sintomas de náuseas, delírio e excitação, e a única forma de cura, era através da dança.
O artista plástico Gil Vicente,  surpreendeu pela forma polêmica de expressar  na Bienal, uma série de imagens em que ele próprio aparece  apontando uma arma para ex e atuais líderes de vários países, como  por exemplo, George Bush, Lula, Papa Bento XVI e  Mahmoud Ahmadinejad.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Entrevista Ping Pong

Por Jaqueline de Paula

Em um bate-papo descontraído, a simpática Agente de Bordo da linha 3503 e estudante de Técnico em Segurança do Trabalho, Adriana de Oliveira, 37 anos, contou um pouco das dificuldades da sua profissão e como é seu dia-a-dia.

P: Na última segunda-feira (dia 14) iniciou-se uma greve dos funcionários do transporte público, reivindicando o aumento do salário. Você acha que essa forma de manifestação funciona? Porquê?
R:  Na verdade, a gente fica muito mal informado de como vão ser as manifestações, somos “pegos de surpresa”. Na maioria das vezes só temos acesso as notícias que vem do jornal. O sindicato não informa a gente, tem um delegado, mas nem sempre tem como encontrar com ele, os passageiros perguntam mas a gente não sabe informar.
P: Na sua opinião, qual a maior dificuldade desta profissão?
Olha, vou te falar, a gente tem que ter muita responsabilidade, é muito serviço, são muitas viagens, fica cansativo. Não dá tempo de tomar café, nem ir ao banheiro, eles falam que temos direito a vinte minutos de horário de almoço, mas quase nunca dá tempo.

P: Falta segurança para vocês que trabalham diretamente com a população?
R: Com certeza, ali você  fica exposta. Tenho que mexer com dinheiro, e é muito perigoso. Até tem o cofre, mas nem sempre dá pra guardar tudo nele, porque caso aconteça um assalto, o ladrão fica com raiva e vai querer descontar  na gente. As pessoas não reconhecem nosso trabalho, ao invés de facilitarem, por exemplo, pagando a passagem com notas menores, elas querem que você troque 50 reais. Não tem como eu obrigar ninguém a levar dinheiro trocado, e aí elas partem pra ignorância.

P: Qual o incidente mais curioso que já aconteceu durante seu expediente?
São vários, costumo falar que daria pra fazer um filme. Passageiros que ficam presos na roleta. Já vi muitas brigas dentro do ônibus, com motorista, entre eles mesmo (passageiros). O pessoal grita falando  que está armado. Em dia de jogo, os torcedores jogam pedra, jogam cadeira no ônibus, é uma zona.
P: Você acha que está surtindo efeito a iniciativa da Prefeitura de Belo Horizonte, em espalhar cartazes nos ônibus, com orientações de como as pessoas devem agir no ambiente coletivo (ex:  respeitar vagas para deficientes, grávidas e pessoas idosas)?
R:  Acredito que ajude um pouco, mas nem sempre as pessoas ligam. Tem muita falta de respeito, muitas vezes temos que pedir para as pessoas darem licença dos bancos reservados pra quem tem prioridade. Já fui  ameaçada, e isso acaba com o nosso dia, temos que ter auto-controle.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

about me

Por Jaqueline de Paula




Intensa, no sentido mais hipérbole da palavra.
Boba, quando sou sorriso ou tristeza ...
Tagarela, ligada na tomada a 220w...
Calada, em muitos momentos que reservo a mim mesma quase todos os dias...
E não abro mão desse instante em que faço uma revisão das minhas ações e pensamentos.
Incompreensível, vejo erro em tantas coisas, mas tento adquirir o dom da tolerância, da aceitação porque sei que ninguém é igual a ninguém.
Amiga, muito e muitas.
Talvez perfeccionista, no sentido de achar que sempre posso melhorar mesmo não fazendo-o.
Franca, só quando sei que não vou ferir quem eu amo.
Omissa, quando sei que posso machucar alguém com a verdade mesmo que necessária.
Cheia de defeitos.
Complexada, auto-estima -2.
Fechada, sou a única em quem posso confiar fora meus pais.
Boa ouvinte, não tenho dúvidas.
Crítica = jornalista
Jornalismo, sonho e medo.
Solidão, não sei o que é isso.
Falta, família,casa,silêncio, amigos.
Nostalgica 100%
Pensamentos sombrios, com frequência.
Desligada e observadora, em um único instante.
Sou cópia cheia de correções do que gostaria de ser

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nós queremos paz








Após anos assistindo a inércia da polícia do Rio de Janeiro, finalmente, nós, cidadãos brasileiros, pudemos ver um episódio inédito na história do país: a ação das milícias no combate ao tráfico de drogas na comunidade da Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.


Os gritos de socorro de milhares de pessoas inocentes que são alvo dessa violência todos os dias, foram ouvidos. Pais de família, crianças, mães desesperadas, puderam enfim, respirar com mais alívio nesse último sábado (28). A polícia ocupou a Vila, e agora está na batalha para tirar os criminosos que fugiram para o Complexo do Alemão.


Temos uma Copa para sediar em 2014, mas, mais importante que isso, é garantir a segurança dos moradores destes lugares, que em sua maioria, são pessoas que não tiveram muitas oportunidades, mas que tentam levar uma vida de forma digna. Sem falar nas crianças que têm o direito de ter uma vida segura, saudável e com bons exemplos para seguir. Que as polícias não sejam mais corruptas e cumpram o papel que lhes é confiado como guardiões da ordem. E mesmo que a longo prazo, que a educação possa substituir as prisões. Neste momento, a única atitude viável a ser tomada é a de mostrar aos bandidos que o legado deles está por um triz, como está sendo feito.





Por Jaqueline de Paula

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2 segue fazendo história no cinema brasileiro

Superando expectativas, o filme estrelado por Wagner Moura novamente é sucesso de bilheteria e ganha visibilidade internacional

O filme “Tropa de Elite 2” foi lançado há algumas semanas e já é recorde de bilheteria nacional. O diretor do longa-metragem, José Padilha, conseguiu surpreender o público pela segunda vez ao retratar a história do combate a violência pelo BOPE no Rio de Janeiro.

Treze anos se passaram no filme, e nesse período o personagem principal, Capitão Nascimento (Wagner Moura), passou por uma fase de amadurecimento, e agora depara-se com dois conflitos inesperados:o combate as milícias e o encontro de sua vida pessoal e profissional. Nascimento tem um filho adolescenteque quer entender quem é o pai.

Tropa de Elite 2 cumpriu sua missão e conseguiu transmitir aos seus espectadores como é o outro lado da história, mostrando que os policiais “são de carne e osso” como qualquer outra pessoa com seus medos e frustrações.

Ficção e Realidade

Padilha diz que apesar de saber que as pessoas poderiam se chocar com a história, sua real intenção era se aproximar ao máximo possível da realidade. Corrupção, violência, tráfico de drogas e mortes são os fatores que sustentam o roteiro do filme.

“Por ser uma produção nacional, Tropa de Elite 2 é bem complexo. Superou a primeira versão porque está mais elaborado e têm um elenco super competente. A corrupção política é real e detalhada.” Disse o estudante de Ciências Sociais Thiago Simões.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 25, declarou durante um evento de inauguração de dois conjuntos habitacionais no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, que não concorda com a forma que a mídia trata a cidade, como um lugar de “bandidos e traficantes”. Thiago discorda: “A declaração do Lula não é considerada válida antes mesmo de eu assistir o filme. Está claro pra nós que o Rio de Janeiro foi tomado pelo contrabando e violência.”

Lilian Collins,18 anos, vendedora do Shopping Del Rey conta que se surpreendeu ao assistir Tropa de Elite 2, “Gostei do filme porque tem mais história, envolve política e está menos violento que o primeiro. O cotidiano dos corruptos é mostrado de forma muito real. Sou a favor do combate a violência mas não do jeito em que é feito, acredito que há outras formas de lhe dar com esse problema, gerando mais educação e oportunidade de emprego para as pessoas.”

Pirataria

Tropa de Elite 1 foi alvo de pirataria. Três meses antes do seu lançamento oficial nos cinemas, um CD que continha a cópia do filme vazou, o que fez surgir especulações de que seria uma estratégia de marketing de José Padilha, mas o diretor conta que teve um prejuízo enorme com esse vazamento. Para a segunda versão do filme, houve todo um esquema de segurança para que o fato não se repetisse. Desta vez cada unidade de CD que foi enviada para o cinema, teve um código inserido, assim, se ocorresse qualquer ilegalidade teria como saber a origem e ficaria mais fácil localizar os responsáveis.