sábado, 20 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Em busca da fórmula

Vivemos numa geração de pais e mães aflitos, que se comportam como super-protetores na tentativa de educarem bem seus filhos e muitas vezes acabam fazendo o oposto. Livros e psicólogos são os mais requisitados. O erro está em achar que existe uma fórmula perfeita. Não, infelizmente não existe, do contrário alguém já teria escrito um livro com a receita e já seria um best-seller. O que se pode garantir aos pequenos é uma aula diária, sem pausa nos finais de semanas e feriados, uma aula de valores e princípios, de disciplina comportamental. Explicar, um milhão de vezes se for preciso o que é melhor para eles, e deixar que eles façam a escolha no futuro sabendo que terão que arcar com as consequências. Os pais precisam entender, que não é mais que obrigação saber o que eles fazem na internet, com quem andam e para onde vão. Falta de privacidade? Eles agradecerão quando se tornarem adultos de boa indole, bem-sucedidos em suas respectivas vidas sociais e saberão repassar aos filhos deles toda a educação que receberam.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Quebrando o Tabu - Legalizar ou não
Retomado com força total, a discussão sobre legalização da maconha voltou aos principais centros de debate do país. Um problema em dimensões globais que vem tomando proporções cada vez maiores com o passar dos tempos. O documentário "Quebrando o Tabu" estreou no dia 03 de junho e tem a missão de despertar a atenção da população e dos governantes para uma discussão sensata e lúcida o suficiente na busca de solucionar a questão em debate.
"Quebrando o Tabu tem como principal objetivo a abertura de um debate sério e bem informado sobre o complexo problema das drogas no Brasil e no mundo. O filme pretende aproximar diversos públicos, entre eles os jovens, os pais, os professores, os médicos e a sociedade como um todo, para que se inicie uma conversa franca que leve a diminuição do preconceito, ajude na prevenção ao uso de drogas e que dissemine informações com base científica sobre o tema. O âncora do filme é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que aceita o convite do diretor Fernando Grostein Andrade para uma jornada em busca de experiências exitosas em vários lugares do mundo, sempre em diálogo com jovens locais e profissionais que se dedicam a tratar a questão das drogas de forma mais humana e eficaz do que as propostas na “guerra às drogas”, declarada pelos EUA há 40 anos. Quebrando o Tabu, uma ideia original do cineasta Fernando Grostein Andrade, teve duração de 2 anos."
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Rápida reflexão : A arte da tolerância
A incessante preocupação com as tarefas do nosso dia-a-dia, vem tomando lugar do que, a princípio seria mais digno e importante. O respeito ao próximo. Cada vez mais indiferentes às outras pessoas, nos vemos numa cega obsessão àquilo que interessa apenas a nós mesmos, "e os demais que se danem". Infrações no trânsito, agressões físicas e verbais, ocorrem com uma frequência absurda, porque aquilo que não nos atinge diretamente, aquilo que é importante para o outro, pode não ser prioridade nossa. E para conseguirmos o que almejamos, passamos por cima de tudo e de todos.
Uma senhora entra em um ônibus qualquer, depois de um dia exausto de trabalho. Ela só quer ir pra casa, ver a família, fazer suas tarefas domésticas e descansar. Ao pedir o trocador para passar pela roleta para pegar seu dinheiro, ele num gesto indiferente nega. Nesse exato momento o motorista, visivelmente com pressa de terminar logo sua jornada de trabalho, dá uma freada brusca e a senhora cai no chão por não ter conseguido se apoiar a tempo. Mais um pouco ela passava pela escada e caía no meio da rua, batendo sua cabeça e causado uma situação ainda mais grave.
Uma cena não comum de descaso do ser-humano. Olhamos para o nosso umbigo com a certeza de que a importância das nossas necessidades é prioridade para todos. E esquecemos de praticar um gesto de gentileza, aquelas lições básicas que aprendemos no pré-primário. Ou mesmo aqueles que não frequentaram a escola, no seu dia-a-dia já presenciaram um gesto de educação, tolerância e respeito.
Uma senhora entra em um ônibus qualquer, depois de um dia exausto de trabalho. Ela só quer ir pra casa, ver a família, fazer suas tarefas domésticas e descansar. Ao pedir o trocador para passar pela roleta para pegar seu dinheiro, ele num gesto indiferente nega. Nesse exato momento o motorista, visivelmente com pressa de terminar logo sua jornada de trabalho, dá uma freada brusca e a senhora cai no chão por não ter conseguido se apoiar a tempo. Mais um pouco ela passava pela escada e caía no meio da rua, batendo sua cabeça e causado uma situação ainda mais grave.
Uma cena não comum de descaso do ser-humano. Olhamos para o nosso umbigo com a certeza de que a importância das nossas necessidades é prioridade para todos. E esquecemos de praticar um gesto de gentileza, aquelas lições básicas que aprendemos no pré-primário. Ou mesmo aqueles que não frequentaram a escola, no seu dia-a-dia já presenciaram um gesto de educação, tolerância e respeito.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Por J.R Guzzo
Vi essa matéria na Revista VEJA esses dias e achei excepcional a forma com o colunista descreveu a nova classe brasileira, a classe AAA.
Mais um portento
J. R. GUZZO
REVISTA VEJA
No meio de todo o ruído levantado nesses últimos tempos para saudar a subida da classe "C", ou o aparecimento da nova "classe média", a verdade é que pouco se ouve falar de um fenômeno ainda mais interessante - o surgimento de algo que se poderia descrever como a classe "AAA". Ela não é mencionada na propaganda oficial; ao contrário, sua existência é um constrangimento nas áreas ligadas ao poder público. Também não tem despertado a menção dos analistas políticos, mais preocupados, ultimamente, em descobrir se os emergentes são lulistas, dilmistas ou neoconservadores. Essa nova classe, enfim, parece não ter atraído até agora o interesse dos departamentos de marketing de empresas em busca de consumidores de bolso cheio - ou, se já atraiu, ninguém está disposto a ficar falando disso. Numa pátria-mãe menos distraída do que o Brasil de hoje, porém, a classe AAA provavelmente despenaria um pouco mais de curiosidade. Ela é formada por gente que, de uma forma ou de outra, prospera recebendo dinheiro do governo, inclusive por meios lícitos - e aí estamos falando de cada vez mais gente, cada vez mais prosperidade e cada vez mais dinheiro, a ponto, talvez, de colocar este país diante de uma nova espécie de portento econômico.
Não se trata, no caso, de qualquer dinheiro público. Nada de povão por aqui - não entram na classe AAA, por exemplo, os brasileiros que vivem do Bolsa Família e de outras obras de caridade do governo. Também estão fora funcionários públicos de posição e remuneração modestas ou que, se ocupam cargos mais altos e têm salários melhores, trabalham de verdade, como qualquer cidadão comum. A população que habita esse mundo é formada por todos os que têm a ventura, hoje em dia, de vender algo ao governo, especialmente quando vendem caro e, melhor ainda, quando conseguem vender sem entregar. A seu lado, subindo de vida dentro do mesmo pesqueiro, estão os que não vendem mas recebem - o caso clássico é o dos controladores de ONGs que, através dos seus amigos dentro do governo, e dos amigos dos amigos, recebem doações do Erário para realizar tarefas vagas, isentas de prestação de contas ou simplesmente inexistentes. Estão nessa classe emergente, também, os milhares de companheiros presenteados com cargos na máquina pública e na constelação de altos empregos que se espalha em torno dela - conselhos de empresas estatais, autarquias, diretorias de fundos de pensão, institutos disso, secretarias daquilo. Há todo um meio de campo, com fronteiras mal definidas, cada vez maior e cada vez mais caro, de intermediários entre o poder público e as empresas privadas que fazem negócios com ele. Completam o bloco, enfim, os beneficiários da corrupção pura e simples - os que sempre trabalharam no ramo e uma aguerrida turma de novos talentos. É gente que gasta depressa, consome muito e, frequentemente, paga em dinheiro vivo - da mesma forma, aliás, como recebe.
Nunca houve tanto dinheiro em circulação nesse mercado - cerca de 1 trilhão de dólares em 2011, 1 belo e redondo trilhão, levando-se em conta que o governo, o grande cliente, representa cerca de 40% do PIB nacional, que deve fechar o ano com um total aproximado de 2,5 trilhões de dólares. O cofre está aberto para os mais variados tipos de transação. Podem-se vender estádios de futebol, aeroportos e trens-bala - ou trens não-bala, que, por sua vez, tanto podem ir na direção norte-sul como na leste-oeste. Também há, nesse mar de oportunidades, a chance de negociar instalações para uma Olimpíada inteira, serviços terceirizados de mão de obra e campanhas de publicidade informando ao público que o Brasil é de todos. É possível receber dinheiro do Erário em troca de usinas hidrelétricas, organização de festas juninas e recitais de poesia. Há excelentes perspectivas, na área judicial, para arrancar indenizações do Tesouro Nacional - e por ai segue a procissão. Ela passeia pelo país inteiro, mas é Brasília, obviamente, a sua cidade predileta - nada mais natural que a renda per capita na capital esteja a caminho dos 30000 dólares anuais, cerca de três vezes a média nacional. É o progresso.
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Acabamos de ficar sabendo, com base no último censo do IBGE, que há exatamente 16267197 miseráveis no Brasil de hoje; são os cidadãos com renda mensal de até 70 reais. É uma boa notícia e, ao mesmo tempo, um mistério. A boa notícia é que eles são apenas 8,5% da população total. O mistério é saber como alguém consegue ganhar 71 reais por mês, por exemplo, e não viver na miséria.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
A Dama do Vermelho
Ao som da sirene e com o gloss no porta luvas, assim começa mais um dia de uma motorista um tanto quanto diferente.
Bárbara Batista, Bruno Menezes, Cica Alfer, Jaqueline de Paula
“Minha meta é o corpo de bombeiros”, afirma Thaís Andrade, 25, com um sorriso no rosto mesmo após mais um dia de maratona, a única representante do sexo feminino condutora do SAMU (Sistema de atendimento Municipal de Urgência) em BH e região metropolitana.
Ex-moradora de Brasília e atualmente morando em Ouro Preto, a dama do vermelho relata que sofreu um acidente doméstico quando ainda era criança e seu irmão ficou parcialmente queimado. Os dois foram socorridos por um vizinho bombeiro, fato que despertou sua vontade de ser integrante dos bombeiros, hoje este é o maior sonho.
A socorrista conta como é difícil lidar com os tabus impostos pela sociedade no dia a dia, “Por muitas vezes os motoristas não me dão passagem com a ambulância, por notarem que sou mulher, o que dificulta ainda mais o meu trabalho”.
A vaidade
“Meu carro é vermelho, não uso espelho para me pentear”, Thaís que dirige a ambulância vermelha do SAMU se mostra muito vaidosa. Com vários brincos, anéis e unhas sempre bem feitas, Andrade diz que cantadas são normais em sua rotina e que o preconceito também é constante, mas que ela lida com muito jogo de cintura e prefere não levar essas brincadeiras a sério.
A carreira
O start na carreira não foi fácil, Thaís teve que fazer diversos cursos como: Primeiros socorros, direção defensiva e cursos do próprio SAMU. Contrariando a opinião de quem achava que ela não fosse conseguir se manter na profissão, a motorista que sempre gostou de carros, está no cargo há um ano. Com uma pitada de bom humor, e muita força de vontade, ela conta: “o terreno irregular e as ruas estreitas de Ouro Preto dificultam nossa acessibilidade às ocorrências”.
A rotina de um profissional desta área é pesada, são muitos atendimentos por dia em diferentes locais da cidade. Em Ouro Preto existe um fator que complicada ainda mais, a distância da cidade ao hospital referência em urgência e emergência é de 100km. O Hospital João XXIII recebe vítimas de todos os tipos de acidentes em Belo Horizonte e região.
A jornada de trabalho de um condutor socorrista é de 12 por 36 horas, podendo chegar ao limite máximo de 36 horas trabalhadas sem interrupção. Dores no corpo são normais, segundo Thaís, o esforço para carregar macas é muito grande e que não é raro quebrar o dedo indicador durante os atendimentos. Para aliviar o estresse no fim do dia, a receita é “tomar um bom banho e depois ir para o colo dos pais”, diz.
A vida sem o macacão
“Se não estou no horário de trabalho e alguém me procura para pedir socorro, chego a desmaiar quando vejo sangue”, a dama do vermelho brinca que sua coragem encerra junto com o expediente.
quinta-feira, 24 de março de 2011
O esporte, uma terapia para cadeirantes
esporte
Por Bárbara Batista e Jaqueline de Paula
A ONG Tênis Para Todos, leva a prática do esporte para pessoas de todas as classes, situações financeiras ou que tenham algum tipo de deficiência física
A capital mineira, Belo Horizonte, é considerada referência nacional em tênis sobre rodas. Fundada em janeiro de 2004, através de um grupo amigos, a ONG Tênis Para Todos, tem como objetivo promover a integração social de pessoas sem oportunidades e cadeirantes. Hoje, a ONG conta com atletas altamente qualificados e reconhecidos internacionalmente. Os torneios são credenciados pela International Tennis Federation com aval da Confederação Brasileira de Tênis e integram o circuito mundial da modalidade.
Minas é espelho na prática de esportes adaptados para cadeirantes, com iniciativas como a do jornalista Gerson Carlos de Souza que diz: “Descobri uma quadra de tênis pública que ninguém utilizava e junto a quatro amigos tivemos a ideia de montar equipes para competição. Antes mesmo de dar segmento ao projeto, um dos meus amigos questionou porque não aproveitar aquele espaço para montar uma equipe para cadeirantes, e assim começou a ONG Tênis Para Todos.” Em sete anos de muito esforço para conseguir patrocínios, o projeto obteve vários títulos em reconhecimento do trabalho desenvolvido: Utilidade Pública Municipal em dezembro de 2006 e Utilidade Pública Estadual em agosto de 2007. Ainda em 2007, foi contemplada com o segundo lugar do Prêmio Eu Acredito – Cidadãos do Mundo, organizado pelo caderno Eu Acredito do jornal Hoje em Dia. O Tênis Para Todos engloba projetos como o Tênis Sobre Rodas, Tênis nas Vilas, nos Parques, na Escola, para Universitários e SuperAção.
O Brasil conta hoje com várias competições na modalidade do tênis. BH Open, Minas Open, Brasil Open e Winner Brasil são todos torneios criados pela ONG. Dois atletas se destacam no cenário mundial, Daniel Rodrigues iniciou no esporte há quatro anos e é o 50º no ranking mundial e 66º em duplas, já participou de torneios na Inglaterra e na Turquia. Rafael Medeiros é o outro destaque, aluno do projeto desde os 14 anos já jogou na Suécia e na Colômbia, é o 3º no ranking brasileiro, 78º no ranking mundial e 66º em duplas. O Tênis Sobre Rodas conta com grande número de alunos, “Esta convivência é necessária para o desenvolvimento não só físico mas principalmente psíquico dos deficientes, é uma forma de terapia”, disse Marcos Nunes, cadeirante e aluno do projeto.
No dia 20 de março de 2011, ás 10 horas, no bairro Santa Teresa, Belo Horizonte, acontecerá o 15º torneio internacional organizado pela ONG Tenis Para Todos e a abertura da 6ª edição do Minas Open. |
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